quinta-feira, 24 de janeiro de 2013
ELE GOSTARIA...
Ele gostaria de lhe dizer que no mais fundo da sua alma sabia que ela um dia viria.
Não como a príncesa encantada dos contos de fadas, a tropel num corcel de crina desgrenhada, branca ou negra, robusta como as éguas árabes, ou uma Lusitana pura,... mas com aquele ar de solidão arrancada do passado. Um passado tão distante e marcado a ferro e fogo na alma do presente...
Ele gostaria de lhe dizer que por ela quebrara regras, sonhara infinitos e inventara momentos mágicos apenas ao som de uma voz...
Ele gostaria de lhe segredar que era por entre os papéis de carta que guardava nos seus segredos, que passava os dedos, os medos, e sonhava com a mão dela na dele... e sentia o tacto, o olfacto, o olhar, a voz, o paladar da pele dela salgada e amarga de tantas noites de amor!...
Gostaria de lhe dizer que um dia, ainda que muito longínquo, ele sabia que ela havia de vir, não como D. Sebastião surgido do nevoeiro, mas como o mulher da sua vida, rompendo a bruma do frio da distância e ficando, sereno e calado, com as mãos dela descansadas nas dele...
Silenciosas e quentes, roubando o gelo das suas mãos.
Ele gostaria...
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