Cansei-me das nuvens...Tenho buscado terra firme, mas diante de ti é como se eu estivesse na iminência de um salto, naquele mínimo segundo em que a gente hesita, quando nossos instintos ainda nos tentam proteger... é que nada sabemos sobre o amor quando saltamos...Mas saltamos mesmo assim.Vamos em direcção ao ar, ou ao solo, pouco importa...É o salto que nos chama, é o desgarrar... É desse mergulho que não conseguimos fugir...Porque foi para isso que nascemos. Para amar...Amar até perdermos as fronteiras... até não sabermos mais onde terminamos e onde começa o outro. Amar é a fusão, o ópio, os sinos, os sonhos...É a correnteza arrebatadora que não sabemos evitar.É o mundo, é o medo, é o mar...O amor nos assusta.Porque diante dele... somos nada...
sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015
QUEM SOMOS NÓS...?
Somos...Somos um do outro...Nos momentos que só nós criamos...Nas viagens que fazemos...Nos lugares que só nós viajamos!...Tu és presença em mim...Viajas para lá da minha pele...Entraste em mim...Tão profundamente que nem eu sei onde!... Aceleras no interior das minhas veias...Derrapas nas curvas onde contigo me quero cruzar...Somos um do outro...Sinto a tua pele a tocar a minha...O teu aroma a encher os meus pulmões...O teu sabor banqueteia a minha língua...Somos...Não sou eu... não és tu!...Somos nós...O nós que nos une e nos faz sonhar...Nos leva a viajar...E mais do que isso...O futuro desejar!...
SONHOS...!
Sonharás uns amores de romance, quase impossíveis. Digo-te que faz mal, que é melhor contentares-te com a realidade; se ela não é brilhante como os sonhos, tem pelo menos a vantagem de existir."
OS PÁSSAROS...!
Os poemas são pássaros
que chegam não se sabe de onde
e pousam no livro que lês.
Quando fechas o livro, eles alçam vôo
como de um alçapão.
Eles não têm pouso nem porto;
alimentam-se um instante em cada par de mãos
e partem.
E olhas, então, essas tuas mãos vazias,no maravilhado espanto
de saberes que o alimento deles já estava em ti...
que chegam não se sabe de onde
e pousam no livro que lês.
Quando fechas o livro, eles alçam vôo
como de um alçapão.
Eles não têm pouso nem porto;
alimentam-se um instante em cada par de mãos
e partem.
E olhas, então, essas tuas mãos vazias,no maravilhado espanto
de saberes que o alimento deles já estava em ti...
NOS OLHOS DAS MULHERES...!
Nos olhos de uma mulher existe uma nascente aberta e larga
Existe uma laje liquidificada,um topázio opalino, uma verde esmeralda.
Existe o Agosto da comemoração, da festividade,e das noites de luar, na claridade da lua cheia.
E em contestação, o Janeiro rigoroso,de mil chuvas, caudaloso, de cavado aluvião …
Nos olhos de uma mulher existem indecifráveis jardins,canteiros redondos e os cheiros dos singelos jasmins.
E existem pássaros livres em grades sem poder voar...
E existem plantadas searas de centeio e de cevada sem quem as venha amanhar …
E uma vontade implacável de ser caminho,vereda, atalho e estrada…
Nos olhos de uma mulher existe o ontem, o hoje e o amanhã, o nascente e o poente, o tudo e o quase nada.
Nos olhos de uma mulher existe o planalto e o abissal abismo...
Existe o mar e nele acolhido o verde jade a fulgir...
Existe a indómita intenção de ser mais que obscuridade...
Ser planeta ou simplesmente um cometa...
Ser rouxinol, girassol, ser altar de devoção e a cada fim de tarde, santuário de oração,no enleio do anoitecer…
Que quando o amor se fundeia, agrilhoado a bom porto, neles se pascenteiam ébrios cheiros de Setembro e nos lagares de vinho mosto.
E dos campos, os odores do rosmaninho e alecrim…E da floresta, a força de milhões de cheiros e perfumes a despontar, a renascer...
Nos olhos de uma mulher existe, por fim, um poema por escrever...
Existe uma laje liquidificada,um topázio opalino, uma verde esmeralda.
Existe o Agosto da comemoração, da festividade,e das noites de luar, na claridade da lua cheia.
E em contestação, o Janeiro rigoroso,de mil chuvas, caudaloso, de cavado aluvião …
Nos olhos de uma mulher existem indecifráveis jardins,canteiros redondos e os cheiros dos singelos jasmins.
E existem pássaros livres em grades sem poder voar...
E existem plantadas searas de centeio e de cevada sem quem as venha amanhar …
E uma vontade implacável de ser caminho,vereda, atalho e estrada…
Nos olhos de uma mulher existe o ontem, o hoje e o amanhã, o nascente e o poente, o tudo e o quase nada.
Nos olhos de uma mulher existe o planalto e o abissal abismo...
Existe o mar e nele acolhido o verde jade a fulgir...
Existe a indómita intenção de ser mais que obscuridade...
Ser planeta ou simplesmente um cometa...
Ser rouxinol, girassol, ser altar de devoção e a cada fim de tarde, santuário de oração,no enleio do anoitecer…
Que quando o amor se fundeia, agrilhoado a bom porto, neles se pascenteiam ébrios cheiros de Setembro e nos lagares de vinho mosto.
E dos campos, os odores do rosmaninho e alecrim…E da floresta, a força de milhões de cheiros e perfumes a despontar, a renascer...
Nos olhos de uma mulher existe, por fim, um poema por escrever...
ASSIM...!
Sou a simplicidade, casado com a verdadeira essência de um ser.
Venho de uma família onde todos trazem e trouxeram nas suas bagagens um código espiritual único e capaz de transformar palavras em frases complexas e simples, que ampliam horizontes e rompem barreiras.
Sou filho do vento, da água, da terra e do fogo.
Tenho minhas fases e mudo conforme a Lua.
Sou a busca do exacto, na medida disforme das coisas que vejo, e minha mente transcreve.
Hoje, criando, mostrarei o que em gavetas escondia.
Beleza, sinceridade, sede de transcrever o que minha alma sente ao se deparar com uma folha e um lápis, pois é desta forma que escrevo.
Na simplicidade de um canto qualquer, mas com essência pura dos sensíveis.
Venho de uma família onde todos trazem e trouxeram nas suas bagagens um código espiritual único e capaz de transformar palavras em frases complexas e simples, que ampliam horizontes e rompem barreiras.
Sou filho do vento, da água, da terra e do fogo.
Tenho minhas fases e mudo conforme a Lua.
Sou a busca do exacto, na medida disforme das coisas que vejo, e minha mente transcreve.
Hoje, criando, mostrarei o que em gavetas escondia.
Beleza, sinceridade, sede de transcrever o que minha alma sente ao se deparar com uma folha e um lápis, pois é desta forma que escrevo.
Na simplicidade de um canto qualquer, mas com essência pura dos sensíveis.
SURPRESA...!
De surpresa uma luz inunda meu ser.
Sentado e em punho com lápis e papel a mão.
Guiavam meus dedos e transcreviam linhas e linhas diversas e complexas.
Sobre a mesa,emudeci, aguardava o desfeixe daquela imensa sensação de bem estar e surpresa ao ler.
Com imensa surpresa, lia o encanto de expressar por mim e pelas luzes que brilham junto, o bailar de letras que formando palavras surgem no que expresso.
Confesso, a beleza do que vejo e sinto neste processo.
Sentado e em punho com lápis e papel a mão.
Guiavam meus dedos e transcreviam linhas e linhas diversas e complexas.
Sobre a mesa,emudeci, aguardava o desfeixe daquela imensa sensação de bem estar e surpresa ao ler.
Com imensa surpresa, lia o encanto de expressar por mim e pelas luzes que brilham junto, o bailar de letras que formando palavras surgem no que expresso.
Confesso, a beleza do que vejo e sinto neste processo.
ACREDITAR...!
"(...) Sabes, quem não acredita em Deus, acredita nestas coisas, que tem como evidentes. Acredita na eternidade das pedras e não na dos sentimentos; acredita na integridade da água, do vento, das estrelas. Eu acredito na continuidade das coisas que amamos, acredito que para sempre ouviremos o som da água no rio onde tantas vezes mergulhámos a cara, para sempre passaremos pela sombra da árvore onde tantas vezes parámos, para sempre seremos a brisa que entra e passeia pela casa, para sempre deslizaremos através do silêncio das noites quietas em que tantas vezes olhámos o céu e interrogámos o seu sentido. Nisto eu acredito: na veemência destas coisas sem princípio nem fim, na verdade dos sentimentos nunca traídos."
LUAS VOLVIDAS...!
Alguém, num poema,
perguntou pelos amantes imortais...
E a lua, cúmplice, protectora das memórias dos nossos poros despertos,
vendou a noite, povoando-a do espanto das gaivotas em terra molhada.
E eu... deixo fluir do meu olhar a lágrima derradeira, breve lago de cristais adocicados,
abraçado a esta aragem quase quente de muitas luas volvidas...
Neste regresso a um sentir que foi luz, trovão, gemido, cereja amadurecida...
a tua ausência desenha-me o vazio das tuas mãos.
Mas o teu nome ficou no sabor amargo da minha boca...
perguntou pelos amantes imortais...
E a lua, cúmplice, protectora das memórias dos nossos poros despertos,
vendou a noite, povoando-a do espanto das gaivotas em terra molhada.
E eu... deixo fluir do meu olhar a lágrima derradeira, breve lago de cristais adocicados,
abraçado a esta aragem quase quente de muitas luas volvidas...
Neste regresso a um sentir que foi luz, trovão, gemido, cereja amadurecida...
a tua ausência desenha-me o vazio das tuas mãos.
Mas o teu nome ficou no sabor amargo da minha boca...
OMBROS QUE ANSEIAM...!
Há noites assim, em que o tempo pára à nossa frente... e nos interroga se continuamos a corrida ou nos visitamos no passado.
E nem o olhamos, a ele, ao tempo, ilusionista sedutor, nas suas permanentes e incandescentes tentativas de tornar o todo num nada. Porque tudo muda, tudo é fluido e frágil... sim, eu sei, e se eu quiser revisitar-me? Se quiser refugiar-me num daqueles dias em que a felicidade escapou aos olhos alheios e perecíveis?
Se decidir voltar até mim, ao momento em que me despedi das flores... dos dias que tomavam forma num rosto e num nome?
E se decretar que a partir de hoje vou espalhando pelo caminho as esperanças de um beijo esquecido nos patamares cá dentro, a que costumam chamar alma? E se declarar que abrirei os braços a rios ébrios de afectos... até nunca me querer saciar? E se te desafiar, tempo, a descobrires todas as vontades depositadas pelos meus olhos em cofres e baús de anjos-poetas?
...
As almas comandam os dias, mas ainda mais as noites. Não tu, tempo. As almas!!! Quando o rasgar da saudade se sente a cada instante nos ombros que anseiam por uma carícia...
E nem o olhamos, a ele, ao tempo, ilusionista sedutor, nas suas permanentes e incandescentes tentativas de tornar o todo num nada. Porque tudo muda, tudo é fluido e frágil... sim, eu sei, e se eu quiser revisitar-me? Se quiser refugiar-me num daqueles dias em que a felicidade escapou aos olhos alheios e perecíveis?
Se decidir voltar até mim, ao momento em que me despedi das flores... dos dias que tomavam forma num rosto e num nome?
E se decretar que a partir de hoje vou espalhando pelo caminho as esperanças de um beijo esquecido nos patamares cá dentro, a que costumam chamar alma? E se declarar que abrirei os braços a rios ébrios de afectos... até nunca me querer saciar? E se te desafiar, tempo, a descobrires todas as vontades depositadas pelos meus olhos em cofres e baús de anjos-poetas?
...
As almas comandam os dias, mas ainda mais as noites. Não tu, tempo. As almas!!! Quando o rasgar da saudade se sente a cada instante nos ombros que anseiam por uma carícia...
PENSANDO EM TI...!
Em quem pensar, agora, senão em ti?
Tu, que me esvaziaste de coisas incertas, e trouxeste amanhã da minha noite.
É verdade que te podia dizer: "Como é mais fácil deixar que as coisas não mudem, sermos o que sempre fomos, mudarmos apenas dentro de nós próprios? "Mas ensinaste-mea sermos dois; e a ser contigo aquilo que sou,sermos um apenas no amor que nos une, contra a solidão que nos divide. Mas é isto o amor:ver-te mesmo quando te não vejo, ouvir a tua voz que abre as fontes de todos os rios, mesmo esse que mal corria quando por ele passámos, subindo a margem em que descobri o sentido de irmos contra o tempo, para ganhar o tempo que o tempo nos rouba.
Como gosto, meu amor,de chegar antes de ti para te ver chegar: com a surpresa dos teus cabelos, e o teu rosto de água fresca que eu bebo, com esta sede que não passa.
Tu:a primavera luminosa da minha expectativa,a mais certa certeza de que gosto de ti, como gostas de mim, até ao fundo do mundo que me deste...
Tu, que me esvaziaste de coisas incertas, e trouxeste amanhã da minha noite.
É verdade que te podia dizer: "Como é mais fácil deixar que as coisas não mudem, sermos o que sempre fomos, mudarmos apenas dentro de nós próprios? "Mas ensinaste-mea sermos dois; e a ser contigo aquilo que sou,sermos um apenas no amor que nos une, contra a solidão que nos divide. Mas é isto o amor:ver-te mesmo quando te não vejo, ouvir a tua voz que abre as fontes de todos os rios, mesmo esse que mal corria quando por ele passámos, subindo a margem em que descobri o sentido de irmos contra o tempo, para ganhar o tempo que o tempo nos rouba.
Como gosto, meu amor,de chegar antes de ti para te ver chegar: com a surpresa dos teus cabelos, e o teu rosto de água fresca que eu bebo, com esta sede que não passa.
Tu:a primavera luminosa da minha expectativa,a mais certa certeza de que gosto de ti, como gostas de mim, até ao fundo do mundo que me deste...
BEIJAR...!
" ...Deixai-os se beijarem à vontade, porque o que em seus beijos irrita os burgueses moralizantes é justamente essa liberdade, essa beleza, essa poesia, esse vôo que há num beijo de amor..."
AS LUAS QUE TE SEGUEM...!
Murmuro o teu nome, navio sem mastro, no mar cujo sal não soubeste amar.Nem as aves,nem as manhãs, nem as luas te seguem.Apenas as sombras.Perdeste-te das margens da verdade e da ternura...Os corais apagam os brilhos em luto pela tua deriva.E agora?Quem te dirá da praia branca que sonhei para ti?
DIZ...!
Diz-me que não acabou...Diz-me que amanhã vou acordar e ouvir a tua voz, novamente, falar palavras amargamente doces...
Jura que o teu sorriso não se vai...Que o teu olhar não se desviará!
Por favor, jura!
Garante que o meu nome será para sempre recordado por ti...
Que a minha memória não se vai...
Diz-me que o teu coração ficará para sempre ligado a mim...!
O medo que me assombra é maior que a dor de perder um dos maiores tesouros...
A tua presença é um raio de sol nos dias chuvosos do meu caminho.
Saber que estás por perto é uma segurança que me mantém calmo.
Não sei... talvez não queira saber se é possível deixar-te ir...!
Nada me vai magoar mais que a separação que se aproxima...
E, mesmo não te dizendo, eu sinto que o futuro é negro sem a tua luz que me guia...!
Jura que o teu sorriso não se vai...Que o teu olhar não se desviará!
Por favor, jura!
Garante que o meu nome será para sempre recordado por ti...
Que a minha memória não se vai...
Diz-me que o teu coração ficará para sempre ligado a mim...!
O medo que me assombra é maior que a dor de perder um dos maiores tesouros...
A tua presença é um raio de sol nos dias chuvosos do meu caminho.
Saber que estás por perto é uma segurança que me mantém calmo.
Não sei... talvez não queira saber se é possível deixar-te ir...!
Nada me vai magoar mais que a separação que se aproxima...
E, mesmo não te dizendo, eu sinto que o futuro é negro sem a tua luz que me guia...!
DESPERTA-ME!
Desperta-me de noite
com tuas mãos
O meu desejo
Na vaga dos teus dedos
Com que vergas
O sono em que me deito
com tuas mãos
O meu desejo
Na vaga dos teus dedos
Com que vergas
O sono em que me deito
É rede a tua língua
Em tua teia
É vício as palavras
Com que falas
Em tua teia
É vício as palavras
Com que falas
A trégua
A entrega
O disfarce
E lembras os meus ombros
Docemente
Na dobra do lençol que desfazes
Desperta-me de noite
Com o teu corpo
Tiras-me do sono
Onde resvalo
E eu pouco a pouco
Vou repelindo a noite
E tu dentro de mim
Vai descobrindo vales.
A entrega
O disfarce
E lembras os meus ombros
Docemente
Na dobra do lençol que desfazes
Desperta-me de noite
Com o teu corpo
Tiras-me do sono
Onde resvalo
E eu pouco a pouco
Vou repelindo a noite
E tu dentro de mim
Vai descobrindo vales.
MINHA PRECE...!
Quando a voz em mim se cala...há no meu olhar uma prece
Que murmuro em silêncio...que solto á noite e grito à vida
Quando no meu frio corpo...tristemente a saudade anoitece
Choro por mim...choro-me de tão vazio...tão só e perdido.
Aproxima-se a noite...solto os meus medos...afago a solidão
Tateio o meu rosto na madrugada...procuro-me nos poentes
Minuto a minuto...amortalho a vida no desvanecer da ilusão
Sepulto as pétalas que escorrem dos meus braços dormentes.
Fui acomulando pedras no caminho...fui polindo as mágoas
Esculpindo silêncios na noite...sarando as feridas dia a dia
Procurando-me no tempo...bebi em segredo todas as lágrimas
Arrastei-me nas margens do abismo...de corpo e alma vazia
Guardo a mágoa no peito...os desenganos nos sonhos perdidos
Prendo o vazio nas mãos...as tempestades no corpo dormente
Caminho à deriva...voo sem rumo por entre ecos adormecidos
Sou o resto dum destino incerto...dum futuro de mim ausente.
No grito de todos os silêncios...em tristes versos me escrevo
A preto e branco me desnudo...me entrego de corpo e alma
Num cálice de solidão...me derramo em poesia...me bebo
Perdido e sem rumo...vagueio na escuridão da noite calma.
No meu corpo jaz um poema...um eterno poema de amor
Vestido de solidão...amortalhado e enterrado no meu peito
Entre a sombra e o silêncio...canto neste verso a minha dor
Escrevo o que de mim restou...canto a noite onde me deito...
Que murmuro em silêncio...que solto á noite e grito à vida
Quando no meu frio corpo...tristemente a saudade anoitece
Choro por mim...choro-me de tão vazio...tão só e perdido.
Aproxima-se a noite...solto os meus medos...afago a solidão
Tateio o meu rosto na madrugada...procuro-me nos poentes
Minuto a minuto...amortalho a vida no desvanecer da ilusão
Sepulto as pétalas que escorrem dos meus braços dormentes.
Fui acomulando pedras no caminho...fui polindo as mágoas
Esculpindo silêncios na noite...sarando as feridas dia a dia
Procurando-me no tempo...bebi em segredo todas as lágrimas
Arrastei-me nas margens do abismo...de corpo e alma vazia
Guardo a mágoa no peito...os desenganos nos sonhos perdidos
Prendo o vazio nas mãos...as tempestades no corpo dormente
Caminho à deriva...voo sem rumo por entre ecos adormecidos
Sou o resto dum destino incerto...dum futuro de mim ausente.
No grito de todos os silêncios...em tristes versos me escrevo
A preto e branco me desnudo...me entrego de corpo e alma
Num cálice de solidão...me derramo em poesia...me bebo
Perdido e sem rumo...vagueio na escuridão da noite calma.
No meu corpo jaz um poema...um eterno poema de amor
Vestido de solidão...amortalhado e enterrado no meu peito
Entre a sombra e o silêncio...canto neste verso a minha dor
Escrevo o que de mim restou...canto a noite onde me deito...
QUE DESEJO DE ESTAR EM TI!
Tenho uma admiração espantosa pela tua pele
Pelas curvas que teu corpo
Admiração espantosa pelas tuas mãos e pés delicados
Pelo cheiro que tu exalas
Pelos teus olhos que roubavam os meus
Pela tua boca de formato perfeito
E a forma que as tuas bochechas ficavam quando sorris
Pelo calor que teu corpo me faz sentir
Ficava espantado com tua beleza
Mais ainda quando chegasse mais perto
Tenho tanta admiração que queria ocupar o mesmo espaço que ocupas
Queria estar na tua pele, nas tuas curvas
Nas tuas mãos e no teu toque
No teu cheiro, no teu olhar na tua boca
No teu corpo inteiro...
Há os que dizem ser inveja
Mas não era inveja, é desejo mesmo...!
Eu queria que só eu observasse, só eu apreciasse,
Só eu usufruísse...
Mas quando caio em mim
Ao sair do transe da tua beleza
Então me sinto pequeno, invisível aos seus olhos
Mas eu sei o que sinto...
É amor,definitivamente Amor!
Pelas curvas que teu corpo
Admiração espantosa pelas tuas mãos e pés delicados
Pelo cheiro que tu exalas
Pelos teus olhos que roubavam os meus
Pela tua boca de formato perfeito
E a forma que as tuas bochechas ficavam quando sorris
Pelo calor que teu corpo me faz sentir
Ficava espantado com tua beleza
Mais ainda quando chegasse mais perto
Tenho tanta admiração que queria ocupar o mesmo espaço que ocupas
Queria estar na tua pele, nas tuas curvas
Nas tuas mãos e no teu toque
No teu cheiro, no teu olhar na tua boca
No teu corpo inteiro...
Há os que dizem ser inveja
Mas não era inveja, é desejo mesmo...!
Eu queria que só eu observasse, só eu apreciasse,
Só eu usufruísse...
Mas quando caio em mim
Ao sair do transe da tua beleza
Então me sinto pequeno, invisível aos seus olhos
Mas eu sei o que sinto...
É amor,definitivamente Amor!
VICE/VERSA!
Contemplo a tua alma quando dormes, quando estás perto de mim, quando estás sentada, quando te observo e me apanhas a olhar-te, sabes, tornaste-te um amor para a minha vida, pela tua maneira de ser, um ser pleno! Lindo!
És a tela perfeita para a moldura desta alma que te quer, para tornar-se completa e fazer de ti uma linda paisagem de amor. Aconteceu…senti uma alegria incomum. Tu és parte da minha vida que eu desconhecia, és a presença dentro de mim, nas minhas manhãs, nos meus dias e noites, assim, bem presente, igual a quando o universo foi à biblioteca e nele és o meu livro perfeito, do qual não me canso de ler para assimilar cada linha.
Podes pedir-me tudo o que mais desejares, apenas não peças para te esquecer. Sabes, não iria adiantar por não saber esquecer metade de mim. Metade essa que ao longo dos anos eu desconheci que existia dentro de mim. Quanto mais eu procuro, mil vezes eu te encontro, escrevendo estas linhas de impressão perfeitas do teu rosto, desse brilho dos teus olhos, que eu amo. Amo o teu corpo bonito, amo os teus cabelos e os teus maravilhosos caracóis.... Estás dentro da minha alma onde quer que eu vá, estás sempre no meu caminho, minha amada filhota, ouvindo o silêncio, escuto o silêncio da tua alma, que me fala quando te leio. Adormeço e descanso feliz.
Quero ser para ti o que ninguém ousou ser. Inteiro e intenso do sentir ao expressar. Quero ser liberdade, ser de verdade mesmo diante de um dia intenso de trabalho, de um cansaço do dia. Ser o teu acalento, ser a tua paz. Quero ser aquele que anseia pelo encontro no fim do dia. Aquele que tem um brilho no olhar, cujo caminho te direcciona para junto de mim. Quero também ser o motivo do teu sorriso, das boas razões que envolvem o teu coração da saudade sentida. Espero que as nossas mãos estejam entrelaçadas para a nossa caminhada ser confiável, havendo fé para apoiar as nossas escolhas e que não falte cumplicidade e temperança. Que não nos falte inspirações, sonhos e desejos. Quero conhecer os caminhos do teu coração, assim como anseio para que conheças o meu...
P.S - Nos meus pensamentos, és tu que vais andar ao meu lado em dias difíceis, mesmo quando houver silêncio, tu vais compreender que os nossos corações não têm dono...pertencem um ao outro...!
És a tela perfeita para a moldura desta alma que te quer, para tornar-se completa e fazer de ti uma linda paisagem de amor. Aconteceu…senti uma alegria incomum. Tu és parte da minha vida que eu desconhecia, és a presença dentro de mim, nas minhas manhãs, nos meus dias e noites, assim, bem presente, igual a quando o universo foi à biblioteca e nele és o meu livro perfeito, do qual não me canso de ler para assimilar cada linha.
Podes pedir-me tudo o que mais desejares, apenas não peças para te esquecer. Sabes, não iria adiantar por não saber esquecer metade de mim. Metade essa que ao longo dos anos eu desconheci que existia dentro de mim. Quanto mais eu procuro, mil vezes eu te encontro, escrevendo estas linhas de impressão perfeitas do teu rosto, desse brilho dos teus olhos, que eu amo. Amo o teu corpo bonito, amo os teus cabelos e os teus maravilhosos caracóis.... Estás dentro da minha alma onde quer que eu vá, estás sempre no meu caminho, minha amada filhota, ouvindo o silêncio, escuto o silêncio da tua alma, que me fala quando te leio. Adormeço e descanso feliz.
Quero ser para ti o que ninguém ousou ser. Inteiro e intenso do sentir ao expressar. Quero ser liberdade, ser de verdade mesmo diante de um dia intenso de trabalho, de um cansaço do dia. Ser o teu acalento, ser a tua paz. Quero ser aquele que anseia pelo encontro no fim do dia. Aquele que tem um brilho no olhar, cujo caminho te direcciona para junto de mim. Quero também ser o motivo do teu sorriso, das boas razões que envolvem o teu coração da saudade sentida. Espero que as nossas mãos estejam entrelaçadas para a nossa caminhada ser confiável, havendo fé para apoiar as nossas escolhas e que não falte cumplicidade e temperança. Que não nos falte inspirações, sonhos e desejos. Quero conhecer os caminhos do teu coração, assim como anseio para que conheças o meu...
P.S - Nos meus pensamentos, és tu que vais andar ao meu lado em dias difíceis, mesmo quando houver silêncio, tu vais compreender que os nossos corações não têm dono...pertencem um ao outro...!
PARA TI!
Antigamente, eu adorava encontrar pessoas que me entendessem. Pessoas que viessem com uma palavra certa, na hora certa. Melhor dizendo, pessoas que viessem exactamente com o que eu quisesse ouvir. Hoje sei que isso é ilusório; e que amigos de verdade não dizem o que tu queres ouvir. Dizem o que tu precisas ouvir; o que é bem diferente. Mesmo que isso doa, magoe, destrói ainda mais. A sinceridade é um mal necessário. Só assim vemos quem realmente merece a nossa companhia e/ou amizade. Somente dessa forma sabemos quem temos por obrigação manter ao nosso lado quando já estivermos "bem de novo".
Enfim, de todas as minhas certezas, a que eu tenho, com convicção, é a de que se nem eu mesmo me entendo, como querer que alguém me entenda? Já não quero palavras "desenhadas"; nem mesmo palavras bonitinhas para alguém "bonzinho e simpático". O que eu quero é que as pessoas entendam que eu também tenho os meus momentos. Os meus momentos alegres, os meus momentos "viva la vida"; mas também tenho os meus momentos "depressivos".
Tudo passa. Nada é para sempre. Nem mesmo a vida é para sempre!
Então, para quem não quer dizer nada, eu digo agora: não digas.
Mas por favor, só espero que respeitem mais e julguem menos; não somente a mim. Só sabemos a fragilidade de um telhado quando sentimos o peso e a força da pedra atirada. E telhado de vidro; meus amigos, por mais fortes que as pessoas sejam, venhamos e convenhamos, todos têm e de uma hora para a outra ele cai.
Enfim, de todas as minhas certezas, a que eu tenho, com convicção, é a de que se nem eu mesmo me entendo, como querer que alguém me entenda? Já não quero palavras "desenhadas"; nem mesmo palavras bonitinhas para alguém "bonzinho e simpático". O que eu quero é que as pessoas entendam que eu também tenho os meus momentos. Os meus momentos alegres, os meus momentos "viva la vida"; mas também tenho os meus momentos "depressivos".
Tudo passa. Nada é para sempre. Nem mesmo a vida é para sempre!
Então, para quem não quer dizer nada, eu digo agora: não digas.
Mas por favor, só espero que respeitem mais e julguem menos; não somente a mim. Só sabemos a fragilidade de um telhado quando sentimos o peso e a força da pedra atirada. E telhado de vidro; meus amigos, por mais fortes que as pessoas sejam, venhamos e convenhamos, todos têm e de uma hora para a outra ele cai.
MEU SONHO BOM!
Tu és o meu sonho bom, como a maioria dos sonhos o são. Tu inspiras-me, alegras-me, aqueces a minha alma...dás-me paz...a paz que tanto preciso.
Ouve-me, sente-me…eu estou presente em cada batida do teu coração, em cada pedaço da tua alma. Eu estou em ti, para que sintas a minha presença. A única coisa que desejo, é que me olhes e assim entenderás a minha ansiedade.
Adoro estar contigo... são momentos eternizados onde o meu gostar se manifestará…
TEMPO QUE PARTIU!
Um tempo que o vento levou, uma historia que o tempo cancelou, um amor que na janela descansou, se um tempo estará na rota do mundo, um tempo, haverá tempestades de ilusão, terramotos de sofrimento, desabamento de solidão, vulcão de lágrimas, guerra de dor, movimento de amor, que só o tempo apagou…
MUDANÇAS!
Dou por mim a pensar na vida. Não penso numa vida qualquer, penso apenas na minha vida, aquela que é mais importante de todas. Penso que à minha volta nada muda, compete sim, ser o autor de todas as mudanças para em cada dia ser um pouco mais feliz. Resolvo deixar para trás todo o meu passado e não lamentar-me mais sobre a forma como aconteceu, sobre como vivi ou sobre o que podia ter sido se tivesse agido de uma outra maneira. Sei, que do passado jamais posso corrigir os meus erros, posso sim, aprender com eles para não os repetir. Porquê remoer-me? É ao errar que se aprende, é aprendendo que se vive e se há coisa que não tenho dúvidas, foi de ter vivido, muito ou pouco, mas vivi...estou o suficiente maduro para o admitir!
Não me arrependo de ter amado as pessoas que amei. Posso até não ter sido amado por algumas delas ou até ter permitido que me magoassem e traíssem a minha confiança. Podem até me desiludirem com as suas falsas esperanças naqueles momentos menos esperados, quando eu achava que elas podiam fazer mais, agir mais. Hoje, continuo a amá-las, só com uma pequena diferença. Eu não as posso mudar, eu não preciso delas para percorrer o caminho da minha vida, porque seria demasiado pesado para elas, saber que a minha vida dependia delas e que se por acaso a sua ausência viesse acontecer, a minha vida não faria mais sentido. Acima de tudo, respeito todas as formas de ser, por mais que eu não concorde ou se desviem dos meus parâmetros. Não é por isso que as vou deixar de amar. Amar é saber abrir mão e deixar partir, mesmo que essa partida nos entristeça. Amar, não é ficar preso a olhar ou à espera que a nossa amada venha até nós e retribua todos os sentimentos. Amar não é ficar parado e erguer as mãos para o céu, procurando por um Deus que não existe e suplicar para que nos traga um amor para a nossa vida em troca de uma felicidade que também não existe... tem de se construir todos os dias!
Hoje, não quero responsabilizar ninguém por não ser tão feliz como desejava. Vou sim agradecer a esse Deus se ele existir, mas especialmente porque acredito na força da Natureza, agradecer-lhe todos os amanheceres, por ter mais uma oportunidade de ser melhor a cada dia que passa e pedi-lhe que da minha boca saiam palavras e gestos de amor. Vou pedir a cada amanhecer que me dê força para mostrar aos meus problemas, como são pequenos diante de uma grandeza enorme. Vou colocar de lado todo o meu sofrimento que a doença pode causar, daquilo que eu posso ver ou ouvir, para deixar de sofrer por antecipação ou atrair para a minha vida, angústias onde elas não existem por pensar que em mim, só acontece as coisas piores. A partir de hoje, vou tentar ser eu mesmo, sem me preocupar em agradar terceiros, sem me preocupar sobre o que pensam de mim. Eu vou ser aquilo que eu quero ser, sem que tenha necessidade de sorrir sem vontade ou dizer palavras amorosas só com a necessidade de quem as deseje ouvir. Direi não quando for preciso e não vivo obcecado em atingir a perfeição. Hoje vou viver a minha vida sem medo de ser feliz...
sexta-feira, 25 de janeiro de 2013
quinta-feira, 24 de janeiro de 2013
ELE GOSTARIA...
Ele gostaria de lhe dizer que no mais fundo da sua alma sabia que ela um dia viria.
Não como a príncesa encantada dos contos de fadas, a tropel num corcel de crina desgrenhada, branca ou negra, robusta como as éguas árabes, ou uma Lusitana pura,... mas com aquele ar de solidão arrancada do passado. Um passado tão distante e marcado a ferro e fogo na alma do presente...
Ele gostaria de lhe dizer que por ela quebrara regras, sonhara infinitos e inventara momentos mágicos apenas ao som de uma voz...
Ele gostaria de lhe segredar que era por entre os papéis de carta que guardava nos seus segredos, que passava os dedos, os medos, e sonhava com a mão dela na dele... e sentia o tacto, o olfacto, o olhar, a voz, o paladar da pele dela salgada e amarga de tantas noites de amor!...
Gostaria de lhe dizer que um dia, ainda que muito longínquo, ele sabia que ela havia de vir, não como D. Sebastião surgido do nevoeiro, mas como o mulher da sua vida, rompendo a bruma do frio da distância e ficando, sereno e calado, com as mãos dela descansadas nas dele...
Silenciosas e quentes, roubando o gelo das suas mãos.
Ele gostaria...
quarta-feira, 23 de janeiro de 2013
SAUDADE
Nas palavras há silêncios...
que só o coração consegue ouvir.
Impossível querer-lhe mentir.
Tal como a sombra da Lua,
que só o coração consegue ouvir.
Impossível querer-lhe mentir.
Tal como a sombra da Lua,
redonda, como o teu sorriso,
quando para ti dançava, nú...
Murmúrio, pauta de sinfonia inacabada...
que contém os segredos dos olhares que lhe suplicam:
- Dá-me a alegria, do abraço o calor...
o seu perdido sabor...
Tira da minha alma o nada.
- No nada que nos separa agora
cabe lá tudo o que quisermos -
Palavras...
que nos fazem vislumbrar o infinito...
Ir em solto grito.
ter memórias de 'casa'...
Guardei-as no peito várias vidas, sucessivas...
libertei-as quando te encontrei...
E mesmo no silêncio a ti me dei.
em cada palavra uma asa...
E hoje,
sentado entre o espaço da saudade
Palavras...
que nos fazem vislumbrar o infinito...
Ir em solto grito.
ter memórias de 'casa'...
Guardei-as no peito várias vidas, sucessivas...
libertei-as quando te encontrei...
E mesmo no silêncio a ti me dei.
em cada palavra uma asa...
E hoje,
sentado entre o espaço da saudade
e o tempo da dor...
há uma que voltou em voo lento, sozinho
há uma que voltou em voo lento, sozinho
para o profundo mar do meu olhar...
Mas veio na forma singular, amor.
Mas veio na forma singular, amor.
SECRETAMENTE
Talvez eu te ame outra vez...
Talvez não é não, não é sim...
é ferida ainda viva dentro de mim!
Mas, agora, ao meu coração, não peço uma decisão...
Estou assim!
Prisioneiro de mim...
Dorido, por um véu de distância protegida.
Recolhi os pensamentos insanos que eram só por ti.
Virei o rosto ao poema nascente,
olhei a solidão de frente... e segui.
...
Os nossos passos estão em descompasso...
e é ausente o abraço.
Os meus braços, caídos,
perderam o formato do enlaço do teu corpo...
A alegria escorreu de mim...
Como pássaro em terra , porque se esqueceu que tem asas.
Sei, sei que não podia ser ainda o fim...
Sei, sim...
Mas reencontramo-nos no talvez.
Encruzilhada, por memórias de glórias habitada,
onde cabe o tudo e o nada.
...
Timidamente, desenho o teu nome na minha boca...
Sem som, sem o calor da minha voz rouca...
Sem entrega nem fuga...
Sem mão que se estende ou que se esconde...
Sem saber quem e o que somos... e onde...
As palavras envolventes, irrequietas, ágeis, juras secretas...
Rasgaram-se em letras isoladas,
em sentidos sem sentido...
Nada...
Talvez...
Tu me mostres que estou errado!
E talvez eu te ame outra vez pela primeira vez...
...
Até lá, dobro as emoções e guardo-as no olhar.
No fundo do meu mundo, onde ainda nenhum mar chegou.
Secretamente.
E agora vou...
CORAÇÃO SANGRENTO
É desse amor expandido e grandioso que falo hoje.E dos corpos que comungam, esgotando esses amores, até a última gota.Desse querer inteiro, que nos tira do meio de uma multidão para nos transformar em únicos.Do que nunca é pela metade.Do que precisa do outro, e que é demasiadamente grande, e por isso nos põe vulneráveis.Mas que é feito dessa vulnerabilidade boa, que de tão humana nos arrepia a pele.E pode até durar apenas alguns instantes, mas é para sempre lembrado.Porque amores ampliados no outro são, de alguma forma, para sempre.E fazem a gente querer que não nos escape nada.Por que de vez em quando a gente quer mesmo é amar de “A” a “Z”.
Arrepiar! Beijar! Cadência! Desejos! Euforia! Fusão! Gemido! Homem! Incendiar! Juntar! Lamber! Mulher! Nudez! Olhar!Pele! Querer! Roçar! Sugar! Tocar! Unir! Vibrar! Xi! Zelar!
CORAÇÕES
"Há muitos tipos de corações. Há corações pequenos e tímidos, há corações grandes e abertos, há corações onde é preciso meter requerimentos de papel azul e selo de garantia para abrirem as portas e outros cheios de janelas, frescos e arejados. Há corações com trancas, segredos e sistema de alarme que são como cofres de bancos. Corações sombrios e desconfiados, com fechaduras secretas e portas falsas. Corações que parecem simples, mas quando se entra lá dentro, espera-nos o mais perverso dos labirintos. E há corações que são como jardins públicos, onde pessoas de todas as idades podem entrar e descansar. Há corações que são como casas antigas, cheios de mistérios e fantasmas, com jardins secretos e sótãos poeirentos, carregados de memórias e recordações e há corações simples e fáceis de conhecer, descontraídos e leves, sempre em férias como tendas de campismo. Há corações viajantes, temerários e corajosos, como barcos à vela que nos parecem bonitos ao longe, mas que nos deixam sempre na boca o sabor amargo de nunca os conseguirmos abarcar... Há corações missionários, despojados e enormes. Há corações que são paquetes de luxo, onde o requinte é a palavra-chave para baterem... Há corações que são como borboletas e voam de um lado para o outro sem parar, numa pressa ansiosa de viver tudo antes que a vida se acabe.Há corações que são como elefantes do zoo, muito grandes, pacíficos e passivos que aceitam viver limitados pelos outros e que até tocam o sino se os tratarmos bem e lhes dermos mimos e corações aventureiros, sempre prontos para partir em difíceis expedições e se ultrapassarem a si mesmos. Há corações rebeldes e selvagens que não suportam laços nem correntes, corações que correm tão depressa como chitas e matam como leoas, e depois há corações gnus, que sabem que vão ser caçados mas não fogem ao seu destino...Há corações que são como rosas, caprichosas e cheios de espinhos e outros que são campainhas, simplórios e carentes sempre a chamar por afecto. Há corações que são como girassóis, rodando as suas paixões ao sabor do brilho e da glória e corações como batata-doce, que só crescem e se alimentam se estiverem bem guardados e escondidos debaixo da terra.Há corações que são como pianos, altivos e majestosos onde só tocam os que possuem a arte de bem seduzir. E corações como harpas, onde uma simples festa provoca uma sinfonia.Há corações incondicionais que vivem tão maravilhados em descobrir a grandeza de outros corações que às vezes se esquecem de si próprios... Há corações estrategas, que batem ao ritmo de esquemas e planos, corações transgressores que vivem para amar clandestinamente e só sabem desejar o proibido e corações conservadores, que só se entregam quando tudo é de acordo com os seus padrões e valores.Há corações a motor, que vivem só para o trabalho e corações poetas só se alimentam de sonhos e ilusões. Há corações teatrais, para quem a vida é uma comédia ou uma tragédia e corações cinéfilos que registam a beleza de cada momento em frames de paixão.Há corações duros como aço, sem arritmias, onde nada risca e faz mossa e corações de plasticina que se moldam às formas dos corações que amam. Há corações de papel, bonitos e frágeis que se amachucam facilmente e desbotam à primeira lágrima, há corações de vidro que quando se estilhaçam nunca mais se recompõem e corações de porcelana que depois de se partirem ainda sabem colar os destroços e começar de novo.Há corações orientais, espiritualizados e serenos e corações ocidentais hedonistas e ambiciosos, corações britânicos onde tudo é meticulosamente arrumado segundo costumes e convenções, latinos que batem ao som da paixão e da loucura.Há corações de uma só porta que são como grandes casas de família e outros de duas portas, uma para a sociedade e outra para a intimidade. Há corações que são como conventos, silenciosos e enclausurados e outros que são como hotéis, onde se paga o amor sem amor, escandalosos e promiscuos. Há corações parasitas, que vivem do afecto dos outros sem nada dar e corações dadores que só são felizes na entrega.Mas há ainda uma ou outra espécie de corações, os corações hospedeiros que sabem receber e fazem sentir os outros corações como se estivessem em casa, que dão e aceitam amor sem se fixarem, que tratam cada passageiro como se fosse o último, enquanto procuram o coração gémeo, sempre na esperança, secreta e nunca perdida de um dia deixarem de viajar e sossegarem para a vida.""Há manhãs assim, cheias de vida e de luz, em que se acorda já de olhos abertos e o coração cheio."
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