sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

LUAS VOLVIDAS...!

Alguém, num poema,
perguntou pelos amantes imortais...
 E a lua, cúmplice, protectora das memórias dos nossos poros despertos,
vendou a noite, povoando-a do espanto das gaivotas em terra molhada.
 E eu... deixo fluir do meu olhar a lágrima derradeira, breve lago de cristais adocicados,
abraçado a esta aragem quase quente de muitas luas volvidas...
Neste regresso a um sentir que foi luz, trovão, gemido, cereja amadurecida...
a tua ausência desenha-me o vazio das tuas mãos.
Mas o teu nome ficou no sabor amargo da minha boca...


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